CUSTO TOTAL

R$ 203.537,51

 

PRAZO

6 meses

 

INÍCIO

01/8/2018

 

CONCLUSÃO

20/2/2019

 

ÁREA

Pesquisa & Desenvolvimento

 

GERENTE DO PROJETO

Carlos Nascimento

 

EXECUÇÃO

Inventta Consultoria Ltda.

ROAD MAP TECNOLÓGICO

da CTG Brasil para o Programa de Pesquisa & Desenvolvimento Aneel

O trabalho consistiu, principalmente, em identificar e mapear as principais linhas de projetos relacionadas com a estratégia da CTG Brasil. O processo de desenvolvimento incluiu entrevistas e workshops com diversas áreas da empresa e o resultado foi a elaboração de um road map tecnológico que vai servir como base e auxiliar a área de Pesquisa & Desenvolvimento da CTG Brasil a definir a estratégia, os temas e as linhas de pesquisas a serem trabalhados nos próximos anos. Por isso, a partir de agora, o road map será utilizado como ponto de partida e referência para a formação das carteiras de projetos para os próximos anos.

6

Prêmios recebidos

 

2

Patentes solicitadas

 

15

Trabalhos publicados

 

10

Trabalhos submetidos

 

99,8%

Avaliação Aneel do P&D na CTG Brasil

23

Portfólio de P&D em 2019

R$ 100 milhões

Previsão de investimento para os próximos 5 anos

 

R$ 8 milhões

Investidos em 2018

 

R$ 12 milhões

Previsão 2019

Benchmarking e oportunidades A partir do diagnóstico, estabeleceu-se um comparativo com as melhores práticas pensando no desenvolvimento e na melhoria da eficiência operacional dos ativos da CTG Brasil. A análise do mercado e do setor elétrico nacional e internacional, o mapeamento das tecnologias atuais e futuras, linhas de pesquisas e tendências, assim como um benchmarking com os principais agentes do setor, fizeram parte desse processo.

Análises sobre priorização

Workshops e reuniões específicas foram previamente agendadas com a alta administração da CTG Brasil para que os resultados das etapas anteriores fossem apresentados, debatidos e discutidos internamente. Essas informações e resultados parciais foram utilizados como base para a construção colaborativa das principais rotas tecnológicas e dos temas a serem considerados na prospecção de projetos de P&D nos próximos anos.

Com uma base de dados e informações relevantes, tanto em relação ao ambiente interno quanto externo, iniciou-se uma das mais importantes etapas do projeto: a delimitação da estratégia de P&D, com priorização de investimentos para os próximos anos, definição da visão de futuro, objetivos estratégicos, desdobramento das rotas tecnológicas, temáticas de projetos e linhas de pesquisa selecionadas e priorizadas por meio de uma metodologia baseada nas melhores práticas de gerenciamento de portfólio de projetos.

O desenvolvimento dessas atividades e fases levou em conta prioritariamente o ambiente regulado de P&D da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e os pilares estratégicos da CTG Brasil, de modo a que os novos projetos sejam direcionados às linhas de pesquisa e investimento sugeridas no road map.

Cabe destacar o foco no desenvolvimento e na melhoria da eficiência operacional, de modo a abranger, mas não se limitando, aspectos regulatórios, legislação, processos e custos.

Diagnóstico

Na fase de Diagnóstico, foram levantados dados e informações sobre o nível de maturidade atual da gestão de projetos e portfólio de P&D da CTG Brasil, e do estado atual operacional das usinas hidrelétricas da empresa.

Planejamento

A primeira fase contou com um planejamento detalhado, levando em conta o mapeamento das principais áreas interessadas, afetadas e envolvidas. Ainda nessa fase, ocorreram reuniões iniciais para alinhamento de expectativas em relação ao road map e levantamento de questões críticas e fatores de sucesso relacionados ao programa de P&D, além de avaliação sobre as particularidades na gestão e no acompanhamento dos projetos de Pesquisa & Desenvolvimento na CTG Brasil.

1

4

3

5

2

Perfil de inovação, investimentos, envolvimentos e riscos para o negócio;

Características pertinentes ao programa P&D Aneel;

Mapeamento do setor e visão de mercado internacional e nacional para uso e aplicação de tecnologias atuais;

Mapeamento de fontes de financiamento (Lei do Bem, Edital Senai de Inovação, Lei da Inovação, investimento de capital próprio em curto, médio e longo prazos);

Sugestão de linhas de pesquisas para o setor elétrico nas áreas de Operação & Manutenção, Engenharia, Novas Fontes de Energia Renováveis, Recursos Hídricos, Meio Ambiente, Saúde e Segurança.

Resultados do road map Ao final do trabalho conseguimos identificar:

Meio ambiente

Manutenção

Comercialização

Planej. energético

Engenharia

TI

Operação

P&D

Risco e portfólio

Sustentabilidade

TEMA: PL PLANEJAMENTO DE SISTEMAS DE ENERGIA ELÉTRICA

SUBTEMA: PL04Metodologia de previsão de mercado para diferentes níveis temporais e estratégias de contratação

CÓDIGO ANEEL

PD-07514-0117/2017

 

FASE DA CADEIA

Desenvolvimento experimental

 

CUSTO TOTAL

R$ 2.299.866,11

 

PRAZO

27 meses

 

INÍCIO

31/08/2017

 

CONCLUSÃO

29/11/2019

 

ÁREA

Middle Office

 

GERENTE DO PROJETO

William Akira Kay

 

EXECUÇÃO

MRTS – Consultoria e Engenharia Ltda

 

MODELOS DE MAXIMIZAÇÃO

de resultados do processo de sazonalização da garantia física de UHEs

O produto final deste projeto é uma ferramenta computacional que permite a um gerador estimar o comportamento dos demais participantes do Mecanismo de Realocação de Energia (MRE) a partir de uma metodologia baseada em Teoria dos Jogos e estabelecer a sazonalização de sua garantia física (GF).

Estabelecido como parte do modelo do setor elétrico brasileiro, o MRE foi criado para assegurar que geradores compartilhem de forma isonômica os recursos hidrológicos e os riscos de exploração dessas fontes de energia. O mecanismo reposiciona contabilmente a energia produzida pelas diversas hidrelétricas, com a transferência do excedente das usinas que geraram além de sua garantia física  para aquelas que geraram abaixo.

Como alternativa estratégica, os participantes do MRE podem sazonalizar a garantia física ao longo do ano para valores mensais – o que corresponde à conversão dos valores anuais médios definidos por regulamentação – e manter uma contabilização mensal no Mercado de Curto Prazo (MCP).

A tomada de decisão da sazonalização envolve a análise de diversos fatores em cenários de incerteza, com reflexos importantes sobre os resultados financeiros das geradoras. Pela natureza do problema a ser equacionado, essa decisão pondera não somente critérios de controle de risco, mas também uma estimativa das decisões dos demais agentes do MRE.

Assim, o gerador encontra suporte à sua estratégia de comercialização de energia, minimizando o risco de obter resultados financeiros desfavoráveis no MCP devido à exposição ao Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) e ao fator MRE (conhecido como GSF, da sigla em inglês de Generation Scaling Factor). O instrumental tem como alicerce um modelo robusto de otimização da sazonalização da garantia física, que avalia os impactos da decisão na gestão de portfólio de contratos de um parque gerador diversificado.

Um grande esforço deste projeto foi desenvolver metodologia e facilidades computacionais para avaliar o comportamento histórico dos diversos participantes do MRE e correlacionar suas decisões a cenários visualizados, na época da tomada de decisão, para o PLD e o fator GSF. Permite, assim, orientar decisões futuras diante de cenários visualizados pelo mercado para o ano seguinte, justamente o período para o qual se busca definir a sazonalização.


Automatização

O sistema desenvolvido permite acesso fácil e automatizado às bases de dados usuais do setor elétrico, como o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), assim como às saídas dos modelos de formação de preço e despacho de usinas (Newave e Decomp).

Os testes foram baseados em estudos de casos representativos do setor elétrico brasileiro, com validações efetivadas por meio de testes nos quais aplicou-se a modelagem a situações passadas e de resultados conhecidos, de forma a comparar a efetividade da nova ferramenta com os modelos (backtests).

Na esfera acadêmica, o projeto foi tema de uma tese de Doutorado e de uma de Mestrado, com publicação de artigo em periódico internacional. Incluiu, ainda, treinamentos para a transferência de conhecimentos e capacitação para o uso da ferramenta, métodos de otimização, teorias de comportamentos conjuntos e métricas de risco, dentre outros.

TEMA: OPOPERAÇÃO DE SISTEMAS DE ENERGIA ELÉTRICA

SUBTEMA: OP08Desenvolvimento de modelos para a otimização de despacho hidrotérmico.

CÓDIGO ANEEL

PD-00387-0315/2015

 

FASE DA CADEIA

Pesquisa aplicada

 

CUSTO TOTAL

R$ 3.177.661,42

 

PRAZO

44 meses

 

INÍCIO

15/10/2015

 

CONCLUSÃO

14/06/2019

 

ÁREA

Risco & Portfólio

 

GERENTE DO PROJETO

Gustavo Rodrigues Amador

 

EXECUÇÃO

Pontifícia Universidade Católica Rio de Janeiro (PUC/RJ) e Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)

MODELO MDDH+:

ferramentas estocásticas aplicadas às fontes alternativas, modelagem do comportamento da demanda de médio/longo prazo e análise de risco de mercado

Este projeto propiciou o desenvolvimento de uma ferramenta computacional para planejar a operação e expansão de sistemas elétricos de grande porte, como é o caso do Sistema Interligado Nacional (SIN). Denominada Modelo de Despacho Hidrotérmico Plus (MDDH+), é uma ferramenta MDDH desenvolvida no âmbito de um projeto estratégico da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

O objetivo foi inserir a geração eólica e solar no cálculo do despacho hidrotérmico brasileiro a partir da manipulação dos dados de entrada do software do MDDH. Isso foi realizado com o apoio de ferramentas estocásticas, ou seja, que usam estatística aplicada no cálculo de probabilidade que depende ou resulta de uma variável aleatória.

O estudo buscou ainda modelar a demanda final de energia levando em consideração variáveis que comprovadamente a influenciam, como impactos climáticos, geração distribuída e difusão tecnológica.


Funcionalidades

As novas funcionalidades do MDDH+ buscaram incorporar fontes de geração eólica e solar e de elementos estocásticos na modelagem da demanda. Incluíram acompanhamento periódico de indicadores econômicos e demográficos, dos principais setores industriais eletrointensivos, de elasticidade de demanda, da inserção de geração distribuída, de fatores climáticos e de conservação de energia, assim como o estudo de fatores ambientais na evolução da demanda de energia. Também foi desenvolvido um índice global da qualidade das séries sintéticas geradas pelos modelos propostos, incorporando as variáveis de decisão do modelo de otimização.

Adicionalmente, foram estudadas medidas de análise de risco ao modelo MDDH+, sendo basicamente estudos de projeções do comportamento do risco hidrológico (GSF, de Generation Scaling Factor) para um ano à frente, visando facilitar a definição de estratégias para a sazonalização de energia assegurada por parte da CTG Brasil.

A nova ferramenta incorpora ainda funcionalidades adicionais para a otimização de usinas individualizadas, incluindo intercâmbio energético com variável de estado e a possibilidade de representação híbrida do sistema gerador.  Nessa situação, parte do sistema poderá ser representado por usinas individualizadas e parte por sistemas equivalentes de energia.

A ferramenta é de interesse de todo o setor elétrico – geradoras, distribuidoras, transmissoras e comercializadoras e agentes setoriais, como Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Ministério das Minas e Energia (MME) e Aneel.

O MDDH+ é capaz de utilizar a mesma base de dados empregada pelo Newave, um modelo para o planejamento da operação, o que facilita a sua utilização. A plataforma desenvolvida torna o produto genérico, sem a necessidade de adaptações que possam inviabilizar sua ampla aplicação, proporcionando benefícios para toda a sociedade.

CÓDIGO ANEEL

PD-00387-0215/2015

 

FASE DA CADEIA

Pesquisa aplicada

 

CUSTO TOTAL

R$ 2.712.540,63

 

PRAZO

49 meses

 

INÍCIO

04/05/2015

 

CONCLUSÃO

03/06/2019

 

ÁREA

Meio Ambiente

 

GERENTE DO PROJETO

Leandro Feltran Barbieri

 

EXECUÇÃO

Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPE)

 

TEMA: MAMEIO AMBIENTE

 

SUBTEMA: MA01Impactos e restrições socioambientais de sistemas de energia elétrica

DESENVOLVIMENTO

de tecnologias para valoração de serviços ecossistêmicos e do capital natural em programas de meio ambiente

O objetivo deste projeto foi contribuir com a estratégia de gestão ambiental e de sustentabilidade da CTG Brasil. A partir do uso de tecnologias de ponta, a análise integrada dos dados biofísicos levantados contempla quatro serviços-chave ecossistêmicos que podem ser utilizados para a valoração do capital natural: sequestro de carbono, qualidade da água, qualidade do solo e biodiversidade.

As empresas do setor elétrico são dependentes dos recursos naturais e os utilizam como matéria-prima – especialmente a água e a floresta –, dependendo desse capital natural para a geração de energia limpa. A valoração e monetização do capital natural, entretanto, ainda enfrenta, em todo o mundo, uma deficiência de padronização de metodologias e informações.

A CTG Brasil, como empresa de geração de energia limpa, entende que a incorporação de metodologias e ferramentas para valorar e monetizar os impactos de suas atividades no capital natural é essencial para o seu posicionamento estratégico no setor. Assim, o projeto veio ao encontro dessa estratégia, oferecendo novas tecnologias e metodologias para a valoração dos serviços ecossistêmicos representados por revegetação, estoque e neutralização de CO2, conservação da água, do solo e da biodiversidade.


Resultados

O projeto está associado a programas de revegetação e a um dos maiores corredores florestais implementados na Mata Atlântica Brasileira, no Pontal do Paranapanema, no extremo oeste do Estado de São Paulo. Foram desenvolvidas novas tecnologias que permitem a redução do erro humano em levantamentos e estimativas de biodiversidade, compreendendo:

  • Mensurações geoespaciais e bioacústicas de serviços ecossistêmicos;
  • Mensuração do carbono armazenado em áreas reflorestadas;
  • Evidências e equacionamento da viabilidade ecológica de corredores florestais em áreas de revegetação nos reservatórios de hidrelétricas;
  • Valoração do capital natural de empresa do setor elétrico e processo de incorporação desses resultados no patrimônio financeiro das empresas;
  • Automatização do monitoramento contínuo da biodiversidade em ecossistemas brasileiros;
  • Criação de um banco de dados ou uma “Biblioteca Acústica” de importantes espécies ameaçadas e indicadores biológicos da Mata Atlântica;
  • Avaliação dos benefícios das matas ciliares implantadas por empresas do setor elétrico e de saneamento básico na qualidade da água e conservação dos solos.
  • O produto final do projeto foi um Manual Técnico que descreve passo a passo as metodologias desenvolvidas para o cálculo dos componentes do capital natural. Permitiu, ainda, a defesa de cinco dissertações de mestrado, uma para cada linha temática proposta: Carbono Florestal, Biodiversidade, Água, Solo e Florística.

ANÁLISE DE TRINCAS

em travessas do pré-distribuidor

TEMA: SC SUPERVISÃO, CONTROLE E PROTEÇÃO DE SISTEMAS DE ENERGIA ELÉTRICA

SUBTEMA: SC 08Análise de falhas em sistemas elétricos

SC OXOutro (Interação fluido-estrutura combinando análise experimental e numérica para obtenção mais clara das trincas nas travessas fixas do pré-distribuidor)

CÓDIGO ANEEL

PD-10381-0217/2017

 

FASE DA CADEIA

Pesquisa aplicada

 

CUSTO TOTAL

R$ 2.841.600,00

 

PRAZO

30  meses

 

INÍCIO

01/08/2017

 

CONCLUSÃO

31/01/2020

 

ÁREA

Engenharia

 

GERENTE DO PROJETO

Edoardo Perrotti

 

EXECUÇÃO

Voith Hydro Ltda. e Fundação de Apoio à Universidade de São Paulo (Fusp)

As mais recentes ferramentas de fluidodinâmica computacional foram usadas neste projeto destinado a identificar soluções para a ocorrência de trincas nas travessas do pré-distribuidor, um problema recorrente nas usinas hidrelétricas. As trincas ocorrem devido ao desprendimento de vórtice no circuito hidráulico das turbinas, o que faz com que a máquina apresente um comportamento diferente do esperado, com aumento da vibração e oscilação, causando a ruptura das travessas do pré-distribuidor da turbina. Essa ruptura pode trazer danos ao equipamento e à usina, interrompendo a operação, afetando a disponibilidade das unidades geradoras e aumentando os custos de manutenção. Todo o processo foi aplicado, testado e validado na Usina Ilha Solteira, que tem um longo histórico de manutenção no reparo dessas trincas.

Durante os testes, a unidade geradora 7 da Usina Ilha Solteira, que já contava com aletas modificadas e utilizando novas geometrias, apresentou menos vibração e oscilação em comparação com as outras unidades da usina. Ou seja, a solução tornou a máquina mais estável e confiável para a geração de energia elétrica, além de colaborar para o aumento da vida útil do equipamento.

Para se ter uma ideia dos impactos financeiros e de disponibilidade da unidade geradora, um reparo convencional em uma unidade geradora com algumas trincas nas travessas dura aproximadamente um mês, com custos estimados de cerca de R$ 350 mil. Em uma usina como Ilha Solteira, isso significa uma perda de receita superior a R$ 10 milhões.

A originalidade do projeto deve-se principalmente ao uso de ferramentas de fluidodinâmica computacional, que combinam a mecânica dos fluidos e o cálculo numérico à análise experimental,  e que considera  tanto o fluxo quanto a interação fluxo-estrutura para a validação dos dados numéricos. A aplicação dessas ferramentas permite um cálculo das tensões nas travessas fixas que não pode ser executado com o uso de ferramentas convencionais.

O projeto, que traz uma solução que pode ser aplicada em diversas usinas do setor elétrico brasileiro garantindo confiabilidade e durabilidade aos equipamentos, também já conta com resultados acadêmicos, por meio da publicação de  duas teses de mestrado, uma de análise numérica e outra experimental.

TEMA: MAMEIO AMBIENTE

SUBTEMA: MA01Impactos e restrições socioambientais de sistemas de energia elétrica

CÓDIGO ANEEL

PD-00387-0214/2014

 

FASE DA CADEIA

Pesquisa aplicada

 

CUSTO TOTAL

R$ 1.260.756,42

 

PRAZO

60 meses

 

INÍCIO

15/07/2014

 

CONCLUSÃO

14/07/2019

 

ÁREA

Meio Ambiente

 

GERENTE DO PROJETO

Simone Leite dos Santos

 

EXECUÇÃO

Universidade Estadual de Londrina (UEL)

DESENVOLVIMENTO E VALIDAÇÃO
de protocolos para o monitoramento de ambientes terrestres no entorno de hidrelétricas

O produto final deste projeto foram protocolos detalhados para o monitoramento de fauna e flora no entorno de usinas hidrelétricas elaborados a partir de informações obtidas durante levantamentos em campo e a aplicação de técnicas para a amostragem de ecossistemas, flora e fauna (vertebrados e invertebrados) em situações variadas.

O trabalho gerou um banco de dados representativo que permite executar simulações e propor protocolos de monitoramento que utilizam variáveis e espécies indicadoras e, assim, combinar confiabilidade científica e aplicabilidade prática, com foco especial em ambientes no entorno de hidrelétricas.

No estudo de campo, foram incluídos fragmentos de floresta estacional semidecidual (um dos tipos de Mata Atlântica), sítios de restauração ecológica (reflorestamentos com espécies nativas com 12 a 15 anos) e áreas abertas nas proximidades desses ambientes florestais. Abrangeu seis locais situados nas margens dos reservatórios das usinas Capivara e Taquaruçu, no Rio Paranapanema.

As amostras incluíram 523 espécies de fauna e flora (26 de anfíbios, 120 de aves, 15 de besouros, 87 de borboletas, 30 de mamíferos e 245 de plantas). Houve ainda estimativas de cobertura do dossel e biomassa florestal. Além disso, foi adaptado e aplicado o método de Avaliação Ecológica Rápida (AER) para fragmentos florestais e sítios de restauração.


Resultados

Os resultados para cada grupo de organismos foram analisados separadamente, com o objetivo de detectar espécies indicadoras do estado de conservação do ambiente e, depois, de forma conjunta, identificar táxons indicadores de biodiversidade, ou seja, unidades taxonômicas associadas à classificação cientifica de seres vivos, como reino, classe, ordem, família e espécie. Nessa análise de táxons, os resultados apontaram para várias espécies e grupos de espécies que têm potencial para sinalizar alterações no ambiente. São discutidos também outros indicadores sintéticos, como a riqueza de espécies e derivados dessa diversidade.

Nos dados obtidos, não foi possível identificar táxon que cumpra o papel de substituto de biodiversidade. O tempo despendido para obter dados e outros aspectos, entretanto, foi usado para discutir como selecionar táxons na montagem de um protocolo de monitoramento. A AER mostrou-se eficiente para indicar mudanças gerais no estado de conservação do ecossistema, permitindo ganhar escala e aumentar a frequência entre os monitoramentos. Essa  avaliação, porém, não deve ser encarada como substituta de estudos detalhados, devendo ser realizada apenas onde a biota e os ecossistemas são bem conhecidos.

Ao longo do projeto, considerando também os benefícios acadêmicos, como a geração de conhecimento, por exemplo, formaram-se cinco doutores, três mestres e há ainda mais dois doutorados a serem concluídos em 2019. Além disso, cinco alunos de graduação tiveram oportunidade de estágio. Os resultados são apresentados em um manual técnico, que sintetiza recomendações para o monitoramento de ambientes terrestres no entorno de hidrelétricas.

TEMA: MAMEIO AMBIENTE

SUBTEMA: MA0X Outro (Biotecnologia – seu emprego no controle de populações pela indução de infertilidade)

CÓDIGO ANEEL

PD-07514-0002/2017

 

FASE DA CADEIA

Pesquisa aplicada

 

CUSTO TOTAL

R$ 3.017.297,43

 

PRAZO

30 meses

 

INÍCIO

16/05/2017

 

CONCLUSÃO

15/11/2019

 

ÁREA

Meio Ambiente

 

GERENTE DO PROJETO

Filipe Oliveira

 

EXECUÇÃO

Bio Bureau Desenvolvimentos de Base Biológica e Licenciamentos Ltda.

CONTROLE DA INFESTAÇÃO

por mexilhão-dourado por indução genética da infertilidade

Este projeto constou do desenvolvimento de uma estratégia biotecnológica radicalmente diferente e definitiva para controlar o mexilhão-dourado (Limnoperna fortunei), molusco que está entre as mais temidas espécies invasoras nos rios brasileiros e se tornou uma das grandes preocupações em usinas hidrelétricas.

O objetivo é alterar a genética do mexilhão para produzir indivíduos inférteis e, com isso, neutralizar sua capacidade reprodutiva. Todas as tentativas de eliminar o mexilhão-dourado com o uso de métodos químicos e/ou físicos falharam. Nesse cenário, o controle genético surge como alternativa para combater o problema. Foi dessa mesma maneira que outros cientistas criaram mosquitos geneticamente modificados para combater a disseminação da malária, por exemplo.

Além de ameaçar a biodiversidade, o molusco afeta hidrelétricas, aquicultores, pescadores artesanais, ecoturistas e navegadores. Estima-se que as geradoras de energia brasileiras gastem anualmente entre US$ 6,9 milhões e US$ 8 milhões em monitoramento e remoção das incrustações em grades, tubulações, trocadores de calor, filtros, bombas, tanques, poços, túneis e paredões de concreto.

O mexilhão-dourado chegou à América do Sul na década de 1990 no estuário do Rio da Prata (Argentina/Uruguai), na água de lastro de navios cargueiros vindos da Ásia. Sem predadores naturais, dispersou-se pelo continente e hoje já é um risco à maior biodiversidade aquática do planeta: a da Amazônia.


Resultados

Os resultados obtidos nesse estudo permitiram avançar na escala de Nível de Prontidão Tecnológica (TRL, de Technology Readiness Level), alcançando o TRL#3 com base na prova de conceito de que é possível modificar geneticamente células reprodutivas de mexilhões com as ferramentas moleculares desenvolvidas. Essa prova de conceito – um espermatozoide de mexilhão que carrega o gene modificado – contribuiu significativamente, ainda, para o conhecimento científico ao mostrar que existe expressão gênica nas células reprodutivas de machos. Entre outros resultados, destacam-se as seguintes constatações:

  • O genoma do mexilhão-dourado contém genes conservados associados ao fenótipo de infertilidade, os quais podem ser alvo para a estratégia de controle da espécie;
  • Esses genes-alvo apresentam variações genéticas que devem ser consideradas para o desenvolvimento de uma estratégia de controle eficiente;
  • Os gametas (espermatozoides) do mexilhão-dourado podem ser submetidos aos processos de transfecção genética, expressão heteróloga e criopreservação;
  • O estudo de viabilidade econômica mostrou que a desinfestação do mexilhão-dourado não é apenas viável, mas também traz eficiência operacional.
  • Esses resultados permitiram validar premissas técnicas e científicas que dão confiança para eleger a próxima etapa na rota tecnológica de desenvolvimento do produto. Além disso, serão defendidas duas dissertações de mestrado e submetidos sete artigos científicos para publicação, além de registrada uma patente de processo.

 

Benchmarking e oportunidades A partir do diagnóstico, estabeleceu-se um comparativo com as melhores práticas pensando no desenvolvimento e na melhoria da eficiência operacional dos ativos da CTG Brasil. A análise do mercado e do setor elétrico nacional e internacional, o mapeamento das tecnologias atuais e futuras, linhas de pesquisas e tendências, assim como um benchmarking com os principais agentes do setor, fizeram parte desse processo.

Resultados do road map

Ao final do trabalho conseguimos identificar:

Benchmarking e oportunidades A partir do diagnóstico, estabeleceu-se um comparativo com as melhores práticas pensando no desenvolvimento e na melhoria da eficiência operacional dos ativos da CTG Brasil. A análise do mercado e do setor elétrico nacional e internacional, o mapeamento das tecnologias atuais e futuras, linhas de pesquisas e tendências, assim como um benchmarking com os principais agentes do setor, fizeram parte desse processo.

Benchmarking e oportunidades A partir do diagnóstico, estabeleceu-se um comparativo com as melhores práticas pensando no desenvolvimento e na melhoria da eficiência operacional dos ativos da CTG Brasil. A análise do mercado e do setor elétrico nacional e internacional, o mapeamento das tecnologias atuais e futuras, linhas de pesquisas e tendências, assim como um benchmarking com os principais agentes do setor, fizeram parte desse processo.

Benchmarking e oportunidades A partir do diagnóstico, estabeleceu-se um comparativo com as melhores práticas pensando no desenvolvimento e na melhoria da eficiência operacional dos ativos da CTG Brasil. A análise do mercado e do setor elétrico nacional e internacional, o mapeamento das tecnologias atuais e futuras, linhas de pesquisas e tendências, assim como um benchmarking com os principais agentes do setor, fizeram parte desse processo.

Benchmarking e oportunidades A partir do diagnóstico, estabeleceu-se um comparativo com as melhores práticas pensando no desenvolvimento e na melhoria da eficiência operacional dos ativos da CTG Brasil. A análise do mercado e do setor elétrico nacional e internacional, o mapeamento das tecnologias atuais e futuras, linhas de pesquisas e tendências, assim como um benchmarking com os principais agentes do setor, fizeram parte desse processo.