CTG Brasil anuncia hub de hidrogênio verde no Porto de Suape em parceria com SENAI e Governo de Pernambuco

Iniciativa pioneira foi lançada nesta segunda-feira (25), na Casa da Indústria, e vai promover o desenvolvimento de soluções inovadoras com foco no combustível do futuro.

Transformar o Complexo Industrial Portuário de Suape em um espaço de pesquisa, desenvolvimento e inovação com foco no combustível do futuro: essa é a proposta do TechHub Hidrogênio Verde, iniciativa pioneira que foi lançada nesta segunda-feira (25), às 12h, na Casa da Indústria, no Recife. Liderada pela CTG Brasil, uma das líderes em geração de energia limpa no País, em parceria com o Departamento Nacional do SENAI, SENAI Pernambuco e o Governo do Estado, a iniciativa concentrará em Suape a implementação de projetos inovadores focados na produção, transporte, armazenamento e gestão de hidrogênio verde (H2V). Juntos, os projetos receberão inicialmente investimentos de até R$ 45 milhões.

As propostas foram selecionadas na chamada pública “Missão Estratégica Hidrogênio Verde”, promovida pelo Departamento Nacional do SENAI e pela CTG Brasil. O edital, cujo resultado foi divulgado em fevereiro passado, previa aporte de R$ 18 milhões nas soluções mais inovadoras aptas a gerar negócios relacionados ao combustível do futuro. Essa iniciativa faz parte da estratégia de investimento em P&D+ inovação da CTG Brasil alinhada ao Programa de Pesquisa e Desenvolvimento regulado e promovido pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).

O Brasil conta com grande potencial para geração de energia a partir de fontes renováveis. Para o diretor-geral do SENAI, Rafael Lucchesi, o país precisa ampliar o investimento em soluções inovadoras e sustentáveis. “Precisamos avançar mais em pesquisas. Nosso maior desafio é desenvolver uma diversidade de matrizes energéticas sustentáveis e confiáveis que poderão suprir as necessidades de energia de uma população em crescimento”, ressalta.

“O papel do SENAI é colaborar na implantação desses projetos, que poderão contribuir para a elevação da atratividade do nosso Estado. Enxergamos no Complexo Industrial Portuário de Suape uma forma de testar a viabilidade desses projetos em um cenário real, agregando outras empresas e criando um verdadeiro hub de inovação”, explica a diretora-regional do SENAI Pernambuco, Camila Barreto.

Para a CTG Brasil, maior investidora do programa de Hidrogênio Verde, o TechHub tem papel fundamental na estratégia de inovação da companhia, contribuindo com soluções e novas tecnologias que acelerem a transição energética e impulsionem o protagonismo do Brasil em projetos com foco em uma economia de baixo carbono. “Um dos objetivos da iniciativa é promover um ecossistema voltado para emprego de novas tecnologias, melhoria no processo de eletrólise, aumento de eficiência total da planta, redução de custos, capacitação e proposição de novos modelos de negócios”, afirma Carlos Nascimento, gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da CTG Brasil.

Para conectar todas as iniciativas de investimento nas plantas piloto implementadas no TechHub, será desenvolvida uma plataforma digital de comercialização para o Hidrogênio Verde. “É fundamental rastrear e certificar a origem da energia para a produção do hidrogênio, assegurando que a fonte de alimentação da planta é proveniente de energia 100% renovável, abrindo ainda mais portas para a comercialização deste que é considerado o combustível do futuro”, afirma José Renato Domingues, vice-presidente corporativo da CTG Brasil.

O secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Geraldo Julio, comemora a iniciativa. “Esse Hub mostra a capacidade do Complexo de Suape e sua diversidade em abraçar empreendimentos de vários segmentos. Estamos de olho no futuro, já que o hidrogênio verde é uma inovação mundial, tem grande potencial de investimento, sustentabilidade e desenvolvimento da economia verde. Além disso, são medidas visionárias como essa que vão sempre nos manter protagonistas e aparecendo na estratégia de grandes agentes econômicos globais quando se fala do Nordeste e do Brasil”, pontua.

Para o diretor de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Suape, Carlos Cavalcanti, a iniciativa está alinhada com os objetivos que foram delineados para o futuro de Suape e do próprio Estado, de fortalecer a economia por meio da atração de negócios que tenham a sustentabilidade como foco. “Esse projeto mostra a capacidade do Complexo de Suape e sua diversidade em abraçar indústrias de vários tipos. Estamos de olho no futuro, já que o hidrogênio verde é uma inovação mundial, tem grande potencial de investimento, sustentabilidade e desenvolvimento da economia verde”, salienta.

MEMORANDO DE ENTENDIMENTO

Na ocasião, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado (SDEC-PE), a CTG Brasil e o SENAI Pernambuco assinaram um Memorando de Entendimento para avaliar o desenvolvimento e/ou a implementação de diversos projetos da cadeia de hidrogênio do Complexo Industrial Portuário de Suape. Trata-se de um acordo que pretende unir a expertise da companhia, o potencial energético do Estado e o posicionamento estratégico do porto.

Com a formalização do memorando, será possível estabelecer relações colaborativas entre as instituições com o intuito de promover o desenvolvimento de projetos. Além disso, a parceria contribui com o processo de descarbonização, ao proporcionar o aumento da participação de fontes renováveis nas atividades portuárias.

Essa iniciativa tem como objetivo o desenvolvimento do potencial de H2V e a identificação de oportunidades no porto público mais estratégico do Nordeste, tendo em vista que 90% do Produto Interno Bruto (PIB) da região encontra-se em um raio de 800 quilômetros do porto. Além disso, estão previstos o estabelecimento da intenção de encontrar oportunidades conjuntas na área de energia e de descarbonização de indústrias vinculadas ao porto.

Os Institutos SENAI de Inovação

A Rede de Institutos SENAI de Inovação foi criada para atender as demandas da indústria nacional. Ela tem como foco de atuação a pesquisa aplicada, o emprego do conhecimento de forma prática, no desenvolvimento de novos produtos e soluções customizadas para as empresas ou de ideias que geram oportunidades de negócios. Os institutos trabalham em conjunto, formando uma rede multidisciplinar e complementar, entre si e em parceria com a academia, com atendimento em todo o território nacional.

A rede é composta por 26 Institutos SENAI de Inovação. Desde a criação, em 2013, mais de R$ 1,2 bilhão foram mobilizados em 1.332 projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I). A estrutura conta com mais de 930 pesquisadores, sendo que cerca de 52% possuem mestrado ou doutorado. Por serem reconhecidos como Instituições de Ciência e Tecnologia (ICT), os Institutos SENAI de Inovação possuem acesso a diversas fontes de financiamento não-reembolsáveis para projetos de PD&I. Atualmente, 15 institutos compõem unidades EMBRAPII e possuem acesso direto a recursos para financiamento de projetos estratégicos de pesquisa e inovação.