Gestão Sócio Patrimonial se torna cada vez mais estratégica para o setor elétrico brasileiro

Empresas geradoras e transmissoras de energia se reuniram em São Paulo para discutir os principais desafios do tema para usinas e linhas de transmissão

A necessidade de compatibilizar os usos múltiplos do solo e dos recursos hídricos, com a construção de um relacionamento com as comunidades e a constante evolução da legislação ambiental tem tornado a gestão sócio patrimonial de ativos de geração e transmissão um tema cada mais relevante para o setor elétrico. Essa é a principal conclusão do Workshop Gestão Sócio Patrimonial, promovido pela CTG Brasil e ISA Cteep com apoio da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Durante dois dias, executivos das principais empresas de energia do País e acadêmicos estiveram reunidos em São Paulo para discutir os principais desafios e tendências em gestão sócio patrimonial e compartilhar as melhores práticas. “Com o avanço das tecnologias de georreferenciamento e das imagens via satélite e drones, o tema vem ganhando cada vez mais relevância e adquirindo um caráter estratégico dentro das empresas”, afirma o diretor de Saúde, Segurança, Qualidade, Meio Ambiente e Patrimônio da CTG Brasil, Aljan Machado, no discurso de abertura sobre o tema.

Um dos principais desafios para as empresas é conciliar o crescimento social ao redor de hidrelétricas e linhas de transmissão com a segurança da população e a preservação do meio ambiente. Para lidar com esse cenário cada vez mais complexo, as elétricas têm ampliado os seus investimentos em inovação de processos, ferramentas e novas tecnologias para realizar uma gestão mais adequada dos seus ativos e atuar de forma mais preventiva.

Além do avanço no uso das geotecnologias e de imagens de satélites, foi consenso que uma gestão socio ambiental estratégica passa pela construção de um relacionamento saudável com as comunidades em torno dos ativos e pela parceria com os órgãos ambientais de fiscalização e prefeituras para coibir as ocupações irregulares das bordas dos reservatórios e das faixas de servidão das linhas de transmissão.

Outro aspecto destacado pelos participantes como desafiador no contexto brasileiro é o ambiente jurídico-regulatório. Se por um lado o setor elétrico evoluiu na definição das regras de venda de bens vinculados aos serviços de geração, transmissão e distribuição, há pontos de aperfeiçoamento no que diz respeito à reversão dos ativos ao final dos contratos de concessão e aos processos legais realizados em cartórios. Estas questões vêm trazendo preocupação para os empreendedores, que buscam soluções como as discutidas durante o Workshop.

Gestão Patrimonial na CTG Brasil

Presente em 10 estados do Brasil e administrando 8,494 mil quilômetros de extensão de bordas de reservatórios, o desafio da CTG Brasil na gestão sócio ambiental é significativo. Para efeito de comparação, essa extensão é 13% maior do que a faixa litorânea brasileira, o que demonstra a complexidade do assunto. “Na CTG Brasil, os indicadores de gestão sócio patrimonial são acompanhados e discutidos pela alta direção da empresa, o que demonstra a relevância do tema”, diz Machado.

Para garantir o compromisso de desenvolvimento sustentável de suas operações, a CTG Brasil desenvolve uma série de iniciativas voltadas à gestão dos seus ativos. Uma das principais iniciativas é o projeto Espaço Legal, um guia disponibilizado às comunidades para a preservação das margens dos reservatórios. Outras ações são o monitoramento por imagens de satélites dos reservatórios das usinas, a estruturação de um centro de monitoramento de gestão patrimonial e a operação do sistema de informações geográfico em operação para gestão territorial.

Realizado nos dias 21 e 22 de agosto, esse é o segundo ano em que o Workshop de Gestão Sócio Patrimonial foi realizado pelos agentes do setor elétrico.

CTG Brasil inicia testes de equipamentos de descarga das usinas Taquaruçu e Rosana

Procedimento visa assegurar as condições ideais de operação no período chuvoso

Para verificar os órgãos de descarga (vertedouros, dutos e comportas) das usinas e garantir que eles estão funcionando adequadamente, a CTG Brasil realiza entre os dias 27 de agosto e 5 de setembro testes e inspeções iniciais nas Usinas Taquaruçu e Rosana, no Rio Paranapanema. Por isso, neste período, pode ocorrer abertura das comportas.

Escoar a água de reservatórios hidrelétricos é um procedimento normal e necessário para o controle de nível no período chuvoso. “A realização dos testes, que antecede o período chuvoso, é ideal para assegurar as condições ideais de operação nas usinas, principalmente quando chegar o período úmido, que vai de novembro a abril”, explica Márcio Peres, diretor de Operação & Manutenção das usinas da CTG Brasil nos rios Paranapanema e Sapucaí-Mirim. Todo o procedimento conta com a coordenação do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

Para atender moradores da Bacia do Paranapanema, a CTG Brasil disponibiliza o canal Telecheia (0800 770 2428), um atendimento telefônico que funciona todos os dias, 24 horas, com informações sobre as vazões do Rio Paranapanema.

CTG Brasil anuncia novo Diretor de Compliance e Gestão de Riscos

Com 25 anos de experiência profissional, sendo 10 anos no setor elétrico, Claudio Scatena chega para reforçar o compromisso com a ética e a transparência no crescimento da empresa.

A CTG Brasil, segunda maior geradora privada de energia do País, anuncia Claudio Scatena como o seu novo diretor de Compliance e Gestão de Riscos. O executivo irá se reportar ao CEO da empresa, Li Yinsheng.

“Com a sociedade brasileira cada vez mais consciente e exigente, a construção de uma cultura organizacional baseada na transparência e na ética se torna cada vez mais importante no ambiente corporativo. É com muita satisfação que ingresso na CTG Brasil para contribuir com a companhia nesta jornada”, afirmou Scatena.

Formado em Comunicação e Marketing pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), Scatena possui especialização em Gestão de Negócios pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e cursa atualmente Direito na Universidade Paulista (UNIP). O executivo tem sólidos conhecimentos em Gestão de Risco, Auditoria e Compliance, Lei Anti-corrupção e M&A. Além disso, tem experiência em gestão de pessoas, negociação e conhecimentos em Marketing.

Com 25 anos de experiência profissional, sendo 10 anos no setor elétrico, exerceu cargos de liderança em empresas nacionais e multinacionais. Anteriormente à CTG Brasil, Scatena foi gerente de Ética e Compliance na AES Brasil e Head de Compliance, Gestão de Riscos e Auditoria da Estapar, além de acumular passagem por empresas e instituições como Instituto Ethos, Parmalat e Johnson & Johnson. O executivo também é palestrante de conferências e seminários sobre Compliance.

“A chegada do Claudio Scatena reforça o compromisso da CTG Brasil de promover a ética e a transparência nos seus negócios, contribuindo para o desenvolvimento sustentável e com geração de valor para as nossas comunidades”, diz Li.

Festival Nacional de MPB de Ilha Solteira abre inscrições nesta segunda-feira (12)

Em sua 45ª edição, evento conta com patrocínio da CTG Brasil e será realizado entre 30 de outubro e 2 de novembro

Estão abertas a partir de segunda-feira, dia 12, as inscrições para o 45º Festival Nacional de MPB de Ilha Solteira, que acontece entre 30 de outubro e 2 de novembro, na Praça da Integração. O evento conta com o patrocínio da CTG Brasil, via Lei de Incentivo à Cultura e é realizado pelo Ministério da Cidadania, pela Secretaria Especial de Cultura e pela Fundação Cultural de Ilha Solteira, em parceria com a prefeitura.

Patrocinar ações que levem lazer e cultura para as regiões em que a CTG Brasil atua, como Ilha Solteira, é uma maneira da empresa participar do desenvolvimento das comunidades vizinhas às usinas que opera.

As inscrições de músicas poderão ser feitas entre 12 de agosto e 20 de setembro, pessoalmente, na Casa da Cultura Rachel Dossi, na Praça dos Paiaguás, s/n – Centro, em Ilha Solteira (SP), das 8h às 11h30 e das 14h às 16h30, de segunda a sexta-feira. Já as inscrições pelos Correios deverão ser enviadas a este mesmo endereço, com o CEP 15385-000. Quem preferir se inscrever pela internet, deve enviar a inscrição para mpbilhasolteira@gmail.com.

O regulamento está disponível tanto no site oficial da prefeitura de Ilha Solteira, www.ilhasolteira.sp.gov.br quanto no do festival, www.festivaisdobrasil.net. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (18) 3743-6022 ou pelo e-mail mpbilhasolteira@gmail.com. Além da competição, o festival contará com shows de artistas consagrados (a programação será divulgada em breve). Premiação do 45º Festival Nacional de MPB de Ilha Solteira:

1º. Lugar – R$ 8.000,00 + troféu
2º. Lugar – R$ 6.000,00 + troféu
3º. Lugar – R$ 4.000,00 + troféu
4º. Lugar – R$ 2.700,00 + troféu
5º. Lugar – R$ 1.700,00 + troféu
6º. ao 14º Lugares – R$ 400,00

“Prêmio Rachel Dossi”
Melhor música de Ilha Solteira – R$ 1.500,00 + troféu

“Prêmio Alcides Garcia”
Melhor intérprete de Ilha Solteira – R$ 1.500,00 + troféu

“Prêmio Tereza Albuquerque”
Melhor Intérprete – R$ 1.500,00 + troféu

“Prêmio Marcos Ayres”
Melhor letra – R$ 1.500,00 + troféu

“Prêmio Clóvis Guerra”
Aclamação Popular – R$ 1.500,00 + troféu

CTG Brasil entrega Núcleo Comunitário reformado e ampliado à comunidade em Cerro Negro

Obra inclui melhorias que beneficiam a população de Campinho

A CTG Brasil acaba de entregar as obras de reforma e ampliação do Núcleo Comunitário para a comunidade Campinho, do município de Cerro Negro, em Santa Catarina. As obras incluíram melhorias na igreja, no salão de festas e na escola primária, além de estruturas de apoio para eventos e festividades, como novos banheiros adaptados para pessoas com necessidades especiais, vestiários, cozinha e churrasqueiras. A reforma e ampliação das instalações fazem parte das obras compensatórias relacionadas à Usina Garibaldi, operada pela CTG Brasil.

“Essa ação vai ao encontro do objetivo da CTG Brasil de participar da vida e do desenvolvimento das comunidades nas regiões em que atuamos, uma das nossas prioridades. A nova estrutura entregue representa um benefício para a comunidade, na medida em que oferece espaço renovado para utilização pública em celebrações, reuniões, confraternizações, configurando um novo ponto de encontro e melhorando a qualidade de vida”, afirmou Ronan Max Prochnow, coordenador de Meio Ambiente da UHE Garibaldi.

Durante a cerimônia, o coordenador de Meio Ambiente repassou em ato simbólico as chaves para o prefeito de Cerro Negro, Adenilson Conrado, e representantes da Associação de Moradores e Produtores Rurais, juntamente com a assinatura da documentação de entrega e conclusão dos serviços.

Em março deste ano, a CTG Brasil entregou à comunidade a reforma do Centro Comunitário Araçá, também em Cerro Negro (SC), e, em abril, uma nova igreja para a Comunidade Rodeio da Pedra, de Campo Belo do Sul (SC), outro município banhado pelo reservatório da Usina Hidrelétrica Garibaldi.

Projeto da CTG Brasil e Bio Bureau é um dos vencedores do Prêmio Brasil Bioeconomia 2019

A pesquisa de controle biotecnológico do mexilhão-dourado para reduzir a reprodução da espécie foi premiada na Categoria Ideias

Um projeto financiado pela CTG Brasil, segunda maior geradora privada de energia do País, e executado pela startup de biotecnologia Bio Bureau foi um dos vencedores da edição 2019 do Prêmio Brasil Bioeconomia, a mais importante premiação sobre biotecnologia do País. A iniciativa, ganhadora na categoria Ideias, foi a pesquisa de controle biotecnológico do mexilhão-dourado, espécie invasora de origem asiática que afeta a operação das hidrelétricas e reduz a geração de energia elétrica dos empreendimentos.

A cerimônia de entrega do prêmio ocorreu hoje durante o Fórum Brasil Economia 2019, uma iniciativa da Associação Brasileira de Bioinovação (ABBI). Realizado em São Paulo, o evento reuniu mais de 200 representantes da indústria, governo, imprensa, investidores, academia e sociedade civil. A CTG Brasil foi representada na premiação pelo gerente de Meio Ambiente, Rogério Marchetto e pelo gerente de Pesquisa & Desenvolvimento, Carlos Nascimento. O prêmio foi recebido pelo sócio fundador da Bio Bureau, Mauro Rebelo.

“O respeito ao meio ambiente e o desenvolvimento de soluções inovadoras para o setor elétrico brasileiro são pilares estratégicos da CTG Brasil. A conquista deste prêmio, reconhecendo o pioneirismo da iniciativa, é uma prova de que estamos no caminho certo, trabalhando com os melhores parceiros para inovarmos e contribuirmos para o desenvolvimento sustentável de nossas operações”, afirma o diretor de Saúde, Segurança, Qualidade, Meio Ambiente e Patrimônio da CTG Brasil, Aljan Machado.

O projeto do controle genético do mexilhão-dourado, realizado no âmbito do programa de Pesquisa & Desenvolvimento da ANEEL, é uma pesquisa pioneira no Brasil e tem como objetivo mitigar os impactos econômicos e ambientais causados pelo molusco da espécie Limnoperna fortunei. Considerado um invasor, ele não tem predadores naturais na fauna brasileira e se aloja nos sistemas de captação de água das turbinas de geração, comprometendo a operação, além de ser um risco para os ecossistemas aquáticos, causando desequilíbrios na fauna e flora locais.

Dentre os prejuízos socioambientais causados pela proliferação desordenada do molusco estão: 1) a destruição da vegetação aquática; 2) a ocupação do espaço e disputa por alimento com moluscos nativos; 3) prejuízos à pesca, uma vez que os peixes não conseguem digerir a casca dura do animal e acabam morrendo; 4) entupimento de canos e dutos de água, esgoto e irrigação; 5) prejuízos à navegação; e 6) impactos à geração hidrelétrica.
No caso da produção da energia elétrica, os moluscos, ao se prenderem às turbinas, grades, filtros e sistemas de resfriamento, reduzem a eficiência dos equipamentos e obrigam as empresas a fazerem paradas para a manutenção das máquinas. De acordo com a Bio Bureau, a necessidade de retirada dos mexilhões obriga as usinas a interromperem, em média, as suas operações por três dias ao ano, gerando um custo de manutenção que varia de R$ 220 mil a R$ 1,4 milhão anuais.

Para enfrentar este problema, que afeta 40% das hidrelétricas brasileiras, a CTG Brasil, a Bio Bureau e o Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil do Senai (CETIQT) estão pesquisando a criação de um mexilhão geneticamente modificado que gera apenas descendentes estéreis e, assim, reduz as taxas de reprodução do molusco, combatendo a sua proliferação descontrolada. A erradicação da espécie solucionaria os impactos negativos causados pela infestação nas águas brasileiras.

Para a alteração do genoma, foi utilizada a tecnologia CRISPR, capaz de reescrever o código genético do molusco. O resultado esperado após 10 anos é controlar a população do mexilhão, livrando o ecossistema dos seus impactos. Iniciada em 2017, a pesquisa está agora na terceira fase e conta com investimento total de R$ 8,12 milhões.

“O prêmio é um importante reconhecimento dos avanços que estamos alcançando na busca de uma solução definitiva para a infestação do mexilhão dourado. A tecnologia do Gene-drive ambiental é bastante nova e estamos trabalhando na fronteira do conhecimento para criar um produto inovador, que seja eficaz e ambientalmente responsável”, afirma Rebelo.

Os vencedores do Prêmio Brasil Bioeconomia 2019 foram escolhidos por um painel multidisciplinar de jurados que incluiu representantes nacionais e internacionais da academia, investidores, organismos não-governamentais, órgãos de fomento e das empresas patrocinadoras do evento. Mais informações sobre o Prêmio podem ser obtidas pelo site https://www.bioeconomia.com.br.

CTG Brasil anuncia novo diretor de Operações para usinas dos rios Paranapanema e Sapucaí-Mirim

Com 30 anos de experiência no setor elétrico brasileiro, o engenheiro Márcio José Peres assume a posição responsável pela operação de 10 usinas

A CTG Brasil, segunda maior geradora privada de energia do País, anuncia Márcio José Peres como diretor de Operações e Manutenção das usinas nos rios Paranapanema e Sapucaí-Mirim. São 10 usinas, sendo oito hidrelétricas no rio Paranapanema e duas Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) no rio Sapucaí-Mirim.

“Para mim, é uma satisfação fazer parte da equipe da CTG Brasil. A empresa tem um planejamento de longo prazo aqui no Brasil, que inclui projetos de modernização com o objetivo de termos operações e usinas ainda mais eficientes. Estarei diretamente envolvido nesses projetos e fico feliz de fazer parte desse processo a partir de agora com uma equipe comprometida em trazer ganhos para o setor elétrico brasileiro”, reforçou Peres.

Formado em engenharia elétrica pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e com MBA em Gestão de Negócios pelo IBMEC, Peres possui sólidos conhecimentos no desenvolvimento de projetos, construção e operação de hidrelétricas. O executivo também possui formação em liderança e gestão de pessoas, com treinamentos da Florida Christian University, e da Fundação Dom Cabral, além de curso internacional pela INSEAD.

Com 30 anos de experiência no setor elétrico, Peres ocupava anteriormente a posição de diretor estatutário de subsidiárias integrais de Geração da Cemig. Na estatal mineira, o executivo exerceu diversos cargos de liderança e foi membro titular do conselho de administração das SPEs UHE Itaocara SA e Guanhães Energia SA, além de membro titular do conselho de administração da holding Cemig.

Para o vice-presidente de Geração e Comercialização da CTG Brasil, Evandro Vasconcelos, a chegada de Peres ao time de O&M vai permitir que a empresa avance com ainda mais agilidade os projetos que tem no Brasil. “Pensando na área de atuação do Márcio, concluímos recentemente a modernização da Usina Capivara e temos planos de iniciar em breve a de Rosana. E ele com toda a sua experiência com certeza vai nos ajudar a tocar esse e outros projetos com sucesso.”

CTG Brasil investe R$ 4,6 milhões em projeto para transformar plantas aquáticas em biocombustível

Projeto, em parceria com o Senai, foi apresentado para autoridades, pesquisadores e imprensa no dia 11 de julho, em Três Lagoas (MS)

A CTG Brasil, segunda maior geradora privada de energia do País, em parceria com o Instituto Senai de Inovação Biomassa, apresentou no dia 11 de julho, em Três Lagoas (MS), o projeto Macrofuel: Aproveitamento Energético de Bio-Óleo Pirolítico de Macrófitas Aquáticas para Produção de Biocombustível.

Com investimento de R$ 4,6 milhões e duração de três anos, o estudo tem como objetivo avaliar o aproveitamento energético do bio-óleo proveniente de macrófitas aquáticas para utilização como combustível em motores tradicionais a diesel, e a possibilidade de seu uso nos processos produtivos das unidades.

Além de viabilizar o aproveitamento energético de um resíduo que pode se tornar um problema com sua propagação excessiva, o projeto realizará o mapeamento, monitoramento e a identificação das macrófitas – 86 espécies de plantas aquáticas já foram identificadas em outros estudos nos reservatórios de Ilha Solteira e Jupiá.

“Vamos usar ciência e tecnologia para propor uma solução inteligente e ecológica a um problema que afeta o uso da água e a operação das usinas hidrelétricas, exercendo o controle de macrófitas ao mesmo tempo em que transformamos os resíduos dessas plantas em energia”, diz Aljan Machado, diretor de Saúde, Segurança, Qualidade, Meio Ambiente e Patrimônio da CTG Brasil.

O que o estudo propõe é dar uma destinação mais adequada aos resíduos das macrófitas por meio da pirólise rápida, um processo de decomposição de materiais aplicando altas temperaturas. O principal produto desse processo termoquímico é o bio-óleo, que pode ser usado diretamente como combustível em motores a diesel ou ser processado e dar origem a produtos de maior valor agregado.

O projeto não abrange, a curto prazo, a comercialização direta do bio-óleo, visto que o foco é desenvolver uma metodologia de produção de biocombustível líquido para geração de energia.

Rodolpho Mangialardo, diretor-regional do Senai de Mato Grosso do Sul, reforça a importância de a instituição estar, cada vez mais, envolvida em parcerias desse tipo. “Entendemos que o início dessa parceria com a CTG Brasil indica que estamos alçando grandes voos em desafios, pesquisas e inovações, demonstrando o potencial do Senai com relação ao desenvolvimento de pesquisa e inovação e nossa capacidade para atendimento de empresas não só do Mato Grosso do Sul, como do Brasil e, também, do mundo.”

Danos à operação – As macrófitas são importantes para o ecossistema hídrico, pois fornecem alimento e abrigo a organismos aquáticos, além de auxiliarem na proteção às margens dos rios. Sua reprodução rápida e excessiva, no entanto, afeta a navegação, a pesca e, no caso dos reservatórios, também a geração de energia hidrelétrica.
Desde 2016, só na Usina Jupiá, a CTG Brasil já retirou mais de 2.315 m³ de macrófitas das grades da usina, equivalente a mais de 2 mil toneladas de plantas aquáticas.

Em 2017, o desprendimento de macrófitas no reservatório da Usina Jupiá afetou a operação de 10 unidades geradoras, causando, no total, indisponibilidade de cerca de cinco meses para o sistema e um custo de manutenção de R$ 3,8 milhões para a empresa.

Atualmente, visando o mínimo impacto ambiental, a CTG Brasil realiza a remoção física das macrófitas e as submete a um processo de compostagem. Quando se acumula uma grande quantidade, o composto gerado é doado a prefeituras para ser usado em viveiros e hortas.

Investimentos em inovação – Além de reverter em ganho de eficiência para suas operações, o investimento da CTG Brasil em Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) tem por objetivo gerar conhecimentos técnicos e científicos que contribuam para o crescimento do setor elétrico brasileiro e, consequentemente, do País. Em 2018, a empresa destinou R$ 8 milhões a atividades de P&D.

Atualmente, somam-se ao estudo para identificação, controle e reaproveitamento energético das macrófitas outros projetos importantes – como a esterilização de mexilhões-dourados para o controle populacional desta espécie invasora nos rios brasileiros. Sem predadores naturais, o mexilhão, presente em 40% das usinas do País, prolifera-se e compromete a geração de energia hidrelétrica.

Projeto da CTG Brasil para controle de mexilhão dourado é premiado pelo Benchmarking Brasil

A CTG Brasil acaba de ser reconhecida e certificada pela excelência de suas práticas ambientais durante o XVII Bench Day, realizado no último dia 26 de junho, em São Paulo (SP), pelo programa Benchmarking Brasil. O case “Controle da infestação por mexilhão dourado por indução genética da infertilidade” foi o segundo colocado na categoria Sênior de Melhores Práticas e Projetos de Sustentabilidade. O trabalho concorreu com outros 25 de todo o Brasil, dos quais nove foram finalistas e apresentados no evento.

O estudo, pioneiro no País e desenvolvido pela CTG Brasil em parceria com a Bio Bureau, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Senai, é de grande importância para o setor elétrico brasileiro, pois tem por objetivo erradicar os mexilhões dourados dos rios e reservatórios por meio da reprodução de mexilhões geneticamente modificados que produzem apenas descendentes estéreis. Calcula-se que a incrustação de mexilhão dourado, espécie invasora sem predadores naturais no País, afete cerca de 40% dos empreendimentos de geração hidrelétrica do Brasil.

“Os custos para os processos de manutenção associados a infestações do molusco variam entre R$ 220 mil e R$ 1,4 milhão anuais para cada uma das usinas afetadas, além de impactos negativos à biodiversidade nativa, prejuízos à pesca, problemas para o setor de saneamento, como entupimento de canos, dutos e tubulações de água, esgoto e irrigação”, diz Aljan Machado, diretor de Saúde, Segurança, Qualidade, Meio Ambiente e Patrimônio da CTG Brasil. A empresa já investiu mais de R$ 2,5 milhões no projeto de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D).

Sobre o programa

O Programa Benchmarking Brasil é um dos mais respeitados selos de sustentabilidade do País que reconhece, certifica e compartilha as melhores práticas socioambientais das instituições brasileiras. Com metodologia própria reconhecida pela ABNT, já certificou 388 práticas de 200 instituições de 28 diferentes ramos de atividades. Nesta edição, 218 especialistas de 25 diferentes países participaram da banca avaliadora que selecionou e certificou os cases Benchmarking, dentre eles, o renomado cientista Carlos A. Nobre.

Como resultado, o programa disponibiliza uma plataforma de inteligência coletiva em sustentabilidade com banco digital, vídeos, revistas e livros com livre acesso na internet, além dos fóruns de sustentabilidade presenciais.

Em 2013, o Programa Benchmarking venceu o Prêmio von Martius de Sustentabilidade da Câmara Brasil Alemanha na categoria Humanidades. Há dois anos, incluiu os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) na metodologia de seleção dos cases e projetos, e cumpre uma intensa agenda para compartilhar e fomentar práticas alinhadas aos ODS. Também registrou suas metas e compromissos na plataforma Parcerias para Sustainable Development Goals (SDGs) das Nações Unidas.

“Reconhecimentos como este são fundamentais para que o País conheça o que empresas, pesquisadores e universidades têm feito para o desenvolvimento de um ambiente cada vez mais sustentável”, complementa Machado.

Sobre o projeto

O mexilhão-dourado (Limnoperna fortunei) está entre as mais temidas espécies invasoras nos rios brasileiros e se tornou uma das grandes preocupações em usinas hidrelétricas. O objetivo do projeto é criar mexilhões geneticamente modificados que serão liberados vivos em reservatórios de usinas hidrelétricas e outros locais infestados para produzir apenas descendentes estéreis, levando à sua eliminação ao longo do tempo. Esse mesmo modelo já foi utilizado para controlar mosquitos da dengue e da malária no Brasil e em outros países.

A infestação pelos mexilhões dourados, uma espécie exótica invasora, originária do sul da Ásia, é uma das causas mais importantes de incrustações que afetam peças expostas a ambientes aquáticos. Nas usinas hidrelétricas, há um impacto especialmente problemático em trocadores de calor, pois a incrustação dos mexilhões restringe a vazão e, se não for corretamente tratada, pode causar o completo bloqueio do sistema de resfriamento, levando ao seu colapso.

O molusco provoca perdas econômicas significativas causadas por frequentes paradas para manutenção, limpeza, troca de tubos ou peças, assim como maior consumo de energia para transporte da água em sistemas parcialmente bloqueados. Como não há predadores naturais fora da Ásia, a infestação causa danos ecológicos e econômicos sem precedentes.

O projeto é desenvolvido em diferentes frentes: identificação dos genes relacionados à reprodução no genoma do mexilhão; levantamento do grau de infestação nas bacias hidrográficas e reservatórios; ferramentas moleculares para modificar o genoma dos mexilhões e definição dos instrumentos regulatórios para o uso da nova solução. Já foram identificados por bioinformática 26 genes relacionados à reprodução nos mexilhões e assim avança na resolução do problema de maneira definitiva.

CTG Brasil conclui modernização da Usina Capivara

Maior hidrelétrica do rio Paranapanema ganha 24 megawatts de potência após modernização. Projeto recebeu investimento de R$ 150 milhões

A CTG Brasil acaba de concluir o processo de modernização e repotenciação da usina Capivara, maior hidrelétrica do rio Paranapanema. Com o ganho de 24 megawatts (MW) de potência, a capacidade instalada de Capivara deve alcançar 643 MW, energia suficiente para abastecer uma cidade de cerca de 1,2 milhão de habitantes. A CTG Brasil ainda aguarda homologação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para os últimos 8 MW da repotenciação.

O projeto, iniciado em 2016, envolveu a modernização das quatro unidades geradoras e a repotenciação das unidades 1, 2 e 4. Além de mais energia, a modernização traz maior eficiência e confiabilidade para a usina e outras vantagens, como a instalação de equipamentos com tecnologia de ponta nos diversos sistemas de monitoração e controle das unidades geradoras.

Outro ganho é que as novas turbinas instaladas possuem rendimento nominal de 92%, contra 85% das antigas, o que permitiu o aumento de 15,6 MW de energia disponível para venda, assim como a produção de mais energia com menos água passando pelas turbinas.

A obra, orçada em R$ 150 milhões, foi concluída com 30 dias de antecedência em relação ao planejamento inicial, e contou com o envolvimento de cerca de 130 profissionais da CTG Brasil e da Voith, empresa parceira no projeto de modernização.

Para o gerente de Operação e Manutenção da UHE Capivara, Alexander Dáquila, “a modernização representa um marco para o sistema elétrico brasileiro, já que a usina, que tem 42 anos e é uma das mais importantes da região, passa a operar com mais capacidade e com tecnologia avançada”.

Renato Castilho, gerente de Engenharia de Manutenção da CTG Brasil, lembra que “a Usina Capivara foi pioneira no projeto de repotenciação no Brasil. Também foi uma das pioneiras na utilização do processo regulatório que permite o aumento da energia disponível para a venda com maior rendimento das turbinas”.

Além da usina hidrelétrica Capivara, no Paranapanema, a CTG Brasil está modernizando as usinas Jupiá e Ilha Solteira, no rio Paraná, um projeto de R$ 3 bilhões e que levará até dez anos para ser concluído. A obra envolve a modernização de 34 unidades geradoras e a implantação de um centro de operação integrada, utilizando o que existe de mais atual na tecnologia de operação de usinas hidrelétricas.

Inaugurada em março de 1977, a Usina Capivara é operada desde 2016 pela CTG Brasil, que detém a concessão até 2029. Importante para o lazer e a economia na região, o reservatório banha nove cidades paulistas e 12 paranaenses